domingo, 26 de outubro de 2014

Capítulo 32 - Último

- Eu poderia processá-lo por invasão de privacidade, sabia?
- Tente.
- Exijo que me dê a chave de meu carro e me deixe ir, Zac.
- Não.
- Por que não? - Vanessa lutava para conter as lágrimas de raiva que escapavam de seus olhos.
- O que mais quer de mim? Zac nunca se sentira tão emocionado, e então, com toda a gentileza, sentou-a em uma cadeira e recostou-se na mesa.
- Você, Vanessa... Apenas você. Um ar assustado cobriu o rosto de Vanessa, e uma sombra cobriu-lhe o semblante. Zac queria sacudi-Ia.
- Conseguiu dormir a noite passada?
- Um pouco... - Vanessa balbuciou, dando de ombros.
- Acho que não almoçou. Ele não tinha certeza, e ela não queria revelar-lhe que estava certo.
- Zac...
- Acredita que pode dizer que se apaixonou por mim e ir embora, sem mais nem menos?
- Você queria saber por que deixei sua casa. E eu lhe contei o motivo.
- E depois saiu correndo.
- O que queria que eu fizesse, Zac? Ficar para ser humilhada? Tem idéia de como foi difícil lhe contar? Você, o empreendedor auto-suficiente, que tem total controle de suas emoções. Vanessa se levantou. - E eu, a inocente. Não tinha a menor chance, não é mesmo? - Ela estava fora de si. - Imaginei que poderia pegar um ano de minha vida, bancar o papel de amante e depois deixar tudo para trás. - Um riso desiludido escapou-lhe da garganta. - Com as emoções intactas, o coração inteiro... Como fui boba! - De onde tirou a idéia de que eu a humilharia? - indagou, sem deixar de fitá-la. - Você pode ter a mulher que quiser. Lily me falou de muitas garotas que querem deitar em sua cama. E eu era... -_apenas um passatempo?
- Sim.
- Alguém de quem eu poderia me livrar sem pestanejar? - Não deixou que ela falasse.
- Isso porque trabalhei a noite inteira para pegar um vôo mais cedo e voltar para casa.
- Porque o sexo era bom. Zac se esforçou para não pegá-la em seus braços, deitá-la na mesa e mostrar o quanto poderia ser bom.
- E você acha que seria a mesma coisa com qualquer outra?
- Sim.
- Por Dios! Que tipo de homem pensa que sou? Vanessa não sabia responder, e Zac ficou mais tenso.
- Não vou negar que aceitei sua proposta por um ímpeto de vingança misturado com um senso de justiça. - Zac fez uma pausa, examinou com minúcia a expressão dela, e um sorriso sensual surgiu. - Mas logo descobri o grande sacrifício que tudo aquilo era para você. Ele rememorava a ingenuidade dela ao fazer-lhe a proposta. - Mas cada ato seu me forçou a rever meu julgamento inicial. Orgulho, sangue-frio... você tirou isso de mim. E, como bem sabemos, o sexo era bom, sim. Entretanto, era mais do que isso. Muito mais. Para nós dois. Vanessa tornou a sentar-se e permaneceu estática. A sala estava silenciosa, e ela não podia desviar-se dele.
- Lily...
- Lily é... era... - Zac corrigiu-se, com ênfase -...uma companhia agradável que queria uma relação permanente. Mas eu, não. Fim da história. Sem mais uma palavra, Zac estendeu a mão até o outro lado da escrivaninha, apanhou uma folha e entregou-a a ela.
- Leia. Vanessa olhou para o papel, e depois de novo para Zac. - Apenas leia, Vanessa - ele insistiu, inflexível. Era um documento de menos de duas páginas, de cláusulas bem claras. Assinado por Zachary Efron e testemunhado por seu advogado, invalidava o acordo anterior entre Zac e Vanessa e atestava que ela estava livre de quaisquer débitos referentes a seu pai, Greg Hudgens.
- Por quê? - ela perguntou, angustiada.
- Porque não quero que nada nos atrapalhe. Em vez de alívio, Vanessa sentiu um inesperado vazio.
- Não precisava fazer isso - disse, trêmula. - Eu lhe pagaria cada centavo.
- Não duvido de sua honestidade. - Zac afastou-se da mesa e deu uma passo na direção dela. - Recusou-se a aceitar meu dinheiro, Vanessa. Mesmo em Barcelona, não tocou sequer uma nota que lhe deixei. As roupas foram apenas pequenos presentes e você as deixou para trás. Sem falar no cheque, cujo valor correspondia a seu salário de uns três meses.
- Era uma entrada do dinheiro que lhe devia.
- Eu o endossei e o depositei em sua conta. - Zac tentava controlar seu nervosismo. - É capaz de imaginar como me senti quando descobri que você tinha ido embora? É?! - gritou, zangado. - Sorte sua já ser mais de meia-noite e eu não ter como acha-la naquele horário. Vanessa emudeceu. Sua respiração parecia estar presa na garganta. Observou-o passar os dedos pelos cabelos, deixandoos em atraente desalinho. - Se fosse mais cedo, acho que a mataria - constatou em um gesto de ira. Nesse instante, o telefone tocou. Zangado, Zac atendeu à ligação, trocou algumas palavras com o interlocutor, desligou e voltou a atenção para ela. Vanessa parecia delicada como uma taça de cristal, e Zac tinha receio de que se despedaçaria com seu mais leve toque. Sorriu para ela, pegou sua mão e levou-a ao encontro de seus lábios. Vanessa estava tão nervosa quanto uma adolescente em seu primeiro encontro, sentindo-se frágil e ridícula. Vivera com aquele homem por três meses, dormira, fizera sexo com ele e dividira o espaço com ele. Então por que, Deus do céu, estava tão agitada?!
- Você confia em mim?
- Zac...
- É simples, responda "sim" ou "não" - ele pediu, pousando-lhe um dedo sobre a boca. Só havia uma resposta:
- Sim - afirmou, em um sussurro. "Por favor, não me peça para continuar sendo sua amante. Não vou suportar", Vanessa implorou.
- Case-se comigo. Vanessa não assimilou o significado daquilo de imediato.
- Você não está falando sério... Mas estava. Ela podia sentir isso em seu olhar. Via no rosto dele comprometimento, resolução e algo que quase temia definir. A emoção tomou conta de seu ser de modo indelével, e seus olhos se encheram de lágrimas.
- Madre de Dios, não chore - Zac pediu.
- Não estou chorando... - E duas grossas lágrimas rolaram por suas faces, que ela secou logo.
Vanessa ergueu a cabeça, fitou-o com intensidade, sorriu-lhe insegura, e Zac acariciou seu rosto.
- Eu te amo. - E a beijou com tanto carinho que ela caiu em pranto. - Meu coração e minha alma são seus, para o resto de minha vida. Zac a enlaçou e subiu as escadas. Quando chegaram. à suíte, ele a abraçou com força. Santo Deus, como era bom! Seu calor, seu cheiro... era como voltar para casa após uma tempestade.
- O que acha de irmos a Paris, pequena?
- Eu sempre quis ir para lá - Vanessa concordou, envolvendo-lhe a cintura. Zac sorriu para ela, estendeu a mão e apanhou duas passagens de avião na mesa-de- cabeceira.
- Um casamento simples e íntimo?
- Apenas alguns amigos próximos. Ele calou-se um instante. - Domingo. Vanessa estremeceu.
- Que domingo?
- O próximo, meu amor
- Mas nós não podemos...
- Podemos, sim - Zac a interrompeu, sem dar-lhe tempo para raciocinar.
- Já falei com o padre, contatei o serviço de bufê, e nosso vôo está marcado para segunda-feira. Vanessa inclinou a cabeça, ainda tonta de alegria, e balbuciou:
- Domingo?
- Você se opõe? Vanessa envolveu-o pelo pescoço:
- Não. Zac abriu os botões da blusa dela, descobriu-lhe os ombros com um gesto sutil e beijou sua nuca macia.
- Você esqueceu uma coisa - falou com suavidade.
- E o que é? - Vanessa se ocupava em abrir a camisa dele. O sutiã foi para o chão, e Zac afagou-lhe os quadris.
- Você não disse que sim. Vanessa agora soltava o cinto dele, desabotoando a calça em seguida, e suas mãos escorregaram para as nádegas de Zac.
- Hum... - murmurou, fingindo pensar na resposta, e gemeu quando ele mordeu de leve seu pescoço.
- Sim! A boca de Zac foi descendo devagar até encontrar seu mamilo.
- Eu devia castigá-la por isso... - E começou a acariciá-lo com a língua, de mansinho.
- Consegui duas semanas de folga para você na escola. Vanessa estacou por um instante.
- É mesmo? A calça dele escorregou para o tapete, seguida da cueca de seda, e Zac suspirou quando recebeu um beijo ardente em seu abdomen.
- Como você é esperto... - As mãos de Vanessa percorriam o baixo-ventre dele, e ela adorou ouvir o gemido de prazer que provocou em Zac. Em seguida, foi a vez dele de fazê-la abafar um grito ao acariciar com habilidade o centro de sua feminilidade, beijando-a com total intimidade, e bem devagar... Quando Vanessa parecia ter se recuperado, ele demonstrou o quanto a queria, e ela o empurrou para a cama. O amor foi doce e rápido, como se quisessem aproveitar todos os segundos ao máximo. Seus corpos se moviam e se arqueavam, e gemidos suaves enchiam o ar, enquanto ambos se entregavam a uma ardente paixão.
O domingo amanheceu bonito, e o sol brilhava no céu azul. Ashley e Rodrigo permaneceram ao lado do advogado de Zac no decorrer da cerimônia Vanessa escolhera um lindo vestido de seda cor de pérola, e na cabeça usava um elegante chapéu decorado com botões de rosas. Zac estava impecável em um terno escuro de três peças, e eles trocaram solenes votos de amor. A voz de Vanessa estremeceu quando Zac colocou uma aliança de diamantes em seu anular, seguido de um magnífico anel adornado por um lindo solitário. Após a cerimônia, os convidados caminharam até o gramado, onde apreciaram um excelente almoço acompanhado de um fantástico champanhe. No fim da tarde, quando o sol se pôs tingindo o céu de lindos tons de rosa e lilás, e as pessoas deixaram a recepção, Zac pegou Vanessa nos braços e levou-a para dentro da casa. Tirou-lhe o chapéu e beijou-lhe a testa com profunda veneração. Nesse instante, a campainha soou e, relutante, Zac pousou-a no chão.
- Deve ser a limusine. - Beijou-a mais uma vez e foi buscar as malas que se encontravam no escritório. A suíte do hotel era magnífica, e tinha uma linda vista panorâmica da enseada. Em meio ao clima de paixão, Vanessa virou-se para Zac com um sorriso provocante.
- Pretende jantar?
- Mais tarde...
- Serviço de quarto? - E uma risada suave brotou de sua garganta.
- Talvez? - brincou, fingindo fugir quando Zac fez menção de apanhá-la.
- Você está com fome? Vanessa enlaçou o pescoço dele e puxou-o para junto de si.
- Fome de você, querido... - Inclinou-se em cima dele, sentindo sua quentura abrasadora, e beijou-o com paixão. - Sempre, só de você. Zac envolveu-lhe o rosto com as mãos, e ela quase que desfaleceu com a intensidade das emoções que ele deixava transparecer.
- Você é minha vida, meu amor. - Roçou-lhe os lábios e concluiu:
- Voce é tudo para mim, Vanessa.
-Eu amo você.
-Bom,porque eu amo você também. E selaram mais uma vez seus lábios.


Bom my girls,ai está o último capítulo da fic espero que gostem hehe
Obrigada por todo carinho com essa fic
Amei compartilhar ela com vocês
bom é isso
ah deem uma passada para ler a sinopse da nova fic Amor Por Contrato
haha nos vemos no outro blog minhas girls
xoxo ♥♥♥♥

sábado, 25 de outubro de 2014

Capítulo 31 - Penúltimo Capítulo

- Se eu quisesse fugir, estaria no interior com um nome falso. O garçom chegou com os pedidos. Vanessa apanhou dois torrões de açúcar e esfarelou-os em sua xícara. Zac recostou-se no espaldar e observando-a.
- Você ia, sem mais nem menos, jogar fora o que nós temos juntos?
- Sexo? Zac ergueu uma sobrancelha.
- Quer começar de novo? Sem jogos verbais desta vez.
- Eu não sei o que quer dizer.
- Sabe, sim. Explique por que foi embora desse jeito, Vanessa.
- Isso não é nenhum tribunal de justiça. Zac se inclinou para a frente, com um sorriso irônico no rosto.
- Conhece-me bem o bastante para saber que vou insistir para que me dê uma resposta.
- Não tenho tempo. Preciso trabalhar em meia hora. Sua expressão endureceu.
- Não - ele replicou, suave. Era o que bastava para Vanessa, que se pôs de pé em um movimento ágil.
- Mais uma noite a seu lado e teria me matado, Zac. Porque eu sou uma boba e, por mais que tentasse evitar... me apaixonei por você - Vanessa disparou, rezando para não chorar. - Queria um motivo? Aí está! Sem mais nenhuma palavra, saiu correndo, atravessou a rua por entre os carros parados no trânsito, tomando um atalho até o local onde havia estacionado. Deu partida no motor do veículo e escapou dali como se o diabo a perseguisse. Vinte minutos depois Vanessa estacionou, entrou no restaurante, cumprimentou o chefe, vestiu o uniforme e pôs-se a arrumar as mesas. Foi uma noite infernal. O local estava lotado, o patrão cobrou um atendimento mais rápido, reclamou quando Vanessa serviu canapês em vez de pão de alho e, para completar, ela confundiu dois pedidos, o que lhe rendeu sonoros impropérios. "Concentre-se!", dizia a si, procurando atender bem os clientes com um sorriso que se tornava tenso à medida que as horas corriam. Pior que isso, fez trinta minutos de hora extra que seu chefe não iria pagar. Às onze e meia trocou de roupa e foi embora. Quinze minutos mais tarde, parou diante do prédio onde alugou um apartamento, e quase teve um ataque de nervos com o barulho da festa que era dada na casa do vizinho. Precisava de um banho e de dormir, paz e silêncio, mas parecia que não conseguiria nenhum dos dois. O chuveiro serviu para acalmá-la um pouco, e só se lembrou do presente de Rodrigo quando guardou as roupas. Vanessa tirou-o do bolso da jaqueta e abriu-o com cuidado. Dentro de uma pequena caixa havia uma exótica rosa de cristal na forma de broche. Lágrimas vieram-lhe aos olhos quando o prendeu na lapela. No dia seguinte, o garoto o veria preso em sua roupa, e saberia o quanto o presente significava para ela. Estava tão exausta que poderia ter dormido no instante em que sua cabeça tocou o travesseiro, mas em vez disso ficou se revirando no colchão até três horas da madrugada.
Acordou às sete, vestiu-se, foi à cozinha, comeu cereais e uma fruta, tomou uma xícara de café, apanhou a bolsa e foi para o carro.
De alguma forma conseguiu sobreviver à manhã, e sentiu um alívio indescritível quando sua última aula acabou. Poderia ir à sala de professores e trabalhar um pouco lá, mas decidiu seguir até uma praia, sentar-se embaixo de uma árvore e tomar um pouco de ar fresco. O sol ofuscou-lhe a visão quando saiu do prédio do colégio. Assim, pôs seus óculos de sol e andou na direção do estacionamento. Dois estudantes acenaram-lhe, um professor lhe desejou um bom fim de semana e, quando se deu conta, notou que seu automóvel não se encontrava onde o deixara. "Mas o que será..." E no seu lugar estava estacionado um Mercedes prata e, antes mesmo de reconhecer o veículo, a porta se abriu e Zac saiu dele.
- Onde está meu carro?!
- Guardado em minha garagem.
- Você não tem o direito de...
- Entre no Mercedes, Vanessa.
- Nem morta!
- Não tenho medo de criar um escândalo - Zac retrucou com ênfase.
- Dez segundos. Vanessa optou por uma atitude digna. Ficou em total silêncio, e nem mesmo olhou para ele até chegarem à mansão em Woollahra. Ali, à medida que o portão se abria, vislumbrou seu carro estacionado na garagem.
- Vamos conversar lá dentro?
- Não tenho tempo.
- Eu facilitei as coisas para você. Seu emprego no restaurante não existe mais.
- Você descobriu onde eu trabalho e... Não pode fazer isso! - concluiu, sem saber mais o que dizer.
- Está feito. - Zac andou até a porta da mansão e a destrancou.
- Eu te odeio! Zac deu um sorriso cínico.
- Imagino que sim. Vanessa queria socá-lo, e na certa o faria se tivesse oportunidade. Encarou-o com ira quando Zac foi até o porta-malas do Mercedes e retirou duas malas e uma sacola com os livros dela.
- Como você sabia? Zac franziu a sobrancelha.
- Para onde você tinha se mudado? Acho que era óbvio. Seriam necessários apenas alguns telefonemas e a ajuda de um detetive particular, mas não era isso o que a incomodava, e sim o fato de ele entrar em seu quarto com alguma desculpa. Vanessa respirou fundo com o intuito de controlar a raiva e apontou para a bagagem.
- Trate de colocar isso de volta em meu carro.
- Não é assim que as coisas vão acontecer.
- Uma ova que não! - Vanessa se jogou para cima dele e começou a socá-lo no peito e onde mais pudesse acertá-lo. Zac aparava cada golpe. Em um gesto ágil, ergueu-a no ombro e entrou na residência.
- Ponha-me no chão! Vanessa esticou um braço e tentou arranhá-lo, mas Zac foi mais rápido e a deteve.
- Não seja boba, pequena.
- O que está tentando fazer? - gritou, furiosa, quando Zac adentrou seu escritório. Ele fechou a porta, trancou-a e colocou Vanessa de pé.
- Você está nos trancando aqui?
- Só por um instante. Ela ofegava, ao ajeitar a roupa.





Bom meninas ai está o penúltimo capítulo,espero que gostem,e me perdoem pela demora hehe
Obrigada por cada comentário,por tudo
até qualquer hora my girls
xoxo ♥♥

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Capítulo 30

- Táticas do homem das cavernas? Ele a colocou no chão apenas quando alcançaram a suíte, e beijou-a com uma intensidade que incendiou o corpo de Vanessa. As roupas de ambos foram abandonadas pelo chão, e Zac puxou-a para a cama para fazerem amor de uma maneira ousada e primitiva. Mais tarde, muito mais tarde, deitados com as pernas ainda entrelaçadas, Vanessa se deixava embalar pelas recentes sensações. Zac sentiria a mesma coisa? Teria ele sido consumido pelas emoções da mesma forma total e profunda, a ponto de se sentir desintegrar? Vanessa não conseguia pensar nem se mover. Pelo menos não naquele momento. Aos poucos, sua respiração retomou a normalidade e o pulso diminuiu. Zac roçou-lhe a têmpora com os lábios, beijando-a em seguida com uma ternura enternecedora. Seria tão fácil dizer "eu te amo"... Era o que ela queria, mas junto com o amor que a invadia vinha o conhecimento de que jamais seria correspondida. Vanessa nada mais era do que o pagamento de uma dívida. Permaneceu acordada até muito depois que a respiração de Zac assumiu um ritmo regular e tranqüilo. Saiu da cama devagar, apanhou um roupão e desceu. A luz do luar passava pela porta francesa que dava para o terraço, e Vanessa se deixou ficar ali, olhando para a escuridão, imersa em conjecturas. A cada dia que passava, era mais difícil ficar. E quanto às noites... como poderia suportar continuar a fazer amor com um homem que não a amava? Ocupar o mesmo leito, aceitar aquela intimidade e não se envolver emocionalmente? Passar um ano com alguém a quem amava com loucura e depois dar as costas e partir? Já era bem duro agora. Duvidava que depois de um ano poderia sobreviver com seu estado emocional intacto.
- Não consegue dormir? Ouvir Zac a assustou, e seu corpo estremeceu de leve quando ele lhe envolveu a cintura com os braços e a trouxe para perto. Vanessa quis muito recostar a cabeça em seu ombro e absorver-lhe a força.
- Vanessa... - Zac a fez virar-se, devagar, para fitá-la.
- Isso tudo... você, eu, nós. Quando terminar, irei morar em apartamento, retomarei minha vida... - "Sem você", ela acrescentou em silêncio, sentindo parte de si morrer. - Será preciso haver um fim? - Zac a olhava com atenção. Queria-a em sua casa, em sua cama. Só para ele.
- Como poderia ser diferente? - Vanessa empalideceu. Cada noite era um lembrete de como seria difícil ter de ir embora. Era uma agonia pensar que cada momento de amor era um a menos para estarem juntos. Zac representava tudo: seu coração, sua alma. Ninguém jamais se compararia a ele.
- E se eu lhe pedisse para ficar? Para continuar a representar o papel de amante? Ciente de que Zac poderia se interessar por outra mulher? Sempre esperando o triste momento em que ele lhe pediria para partir? Vanessa sabia que não suportaria. Um riso vazio morreu-lhe na garganta.
- Por quanto tempo, Zac? Até você se cansar de mim?
- Vamos voltar para a cama - pediu, estendendo-lhe a mão.
- Sexo não resolve tudo.
- Para dormir, pequena. - Zac deslizou um braço sob os joelhos dela, ergueu-a no colo e voltou para o quarto. Aquele não era o momento de dizer-lhe que teria de tomar o avião do meio-dia para Brisbane, ou que ficaria fora vários dias em uma viagem de negócios. Seria melhor esperar pela manhã seguinte.
Zac desceu do avião, caminhou até o saguão do aeroporto, apanhou sua mala na esteira e chamou um táxi. Fora uma longa viagem, na qual participara de negociações complicadas e por isso sentia-se esgotado. Precisava de um banho, um drinque e depois Vanessa... exatamente nessa ordem. Conseguira fechar o acordo antes do previsto, de modo que resolveu antecipar seu retorno. Deus do céu, como sentira falta do corpo dela! Queria tocá-la, levá-la ao delírio e então possuí-Ia com volúpia. Então, após o ato, ele a beijaria inteira, deliciando-se com seus gemidos roucos, e se perderia naquelas curvas, que se deleitariam com suas carícias. Zac estava tomado por um instinto animal e lutava com desespero para se controlar. Àquela hora da noite o trânsito fluía tranqüilo, e em pouco tempo percorreu as ruas molhadas pela chuva. Demonstrava evidente impaciência quando abriu o portão para que o automóvel passasse e chegasse à entrada de sua mansão. Na entrada principal, estendeu uma nota ao motorista e ignorou o troco. Conforme previa, o sistema de alarme estava ligado. Já era tarde, e Vanessa devia estar dormindo. Enquanto subia as escadas, um sorriso surgiu em seu rosto ante a idéia de encontrá-la imersa em sonhos. Algo estava errado, porém. Pressentia o quarto vazio. Acendeu as luzes e deparou-se com a cama arrumada.
Consultou o relógio. Talvez ela tivesse saído com a amiga Ashley... Foi quando Zac notou um envelope em cima do criado mudo. Alcançou-o em alguns passos largos, rasgou sua extremidade e encontrou um bilhete. A mensagem era curta e fria. As roupas, os presentes, tudo o que comprara estava guardado no armário. O cheque que lhe deixara, anexo ao bilhete. Zac se viu imerso em uma gama de sensações... raiva, frustração e ódio. Nunca se sentira tão desiludido em toda sua vida. Era meia-noite. Apesar do horário, fez algumas ligações, e foi até a sala de computadores, onde mandou alguns e-mails urgentes. Com certeza só obteria alguma resposta pela manhã. Portanto, encheu um copo com uísque, tomou-o, seguido de um banho quente, e foi dormir. O sono foi agitado, e Zac despertou com o alvorecer. Fez algumas chamadas, checou as mensagens no computador, vestiu-se, comeu alguma coisa e em seguida entrou em seu Mercedes.
Vanessa suspirou, aliviada, quando o sinal tocou indicando o fim das aulas. A manhã começara com um pneu furado, um trânsito que a atrasou para a escola, e tudo depois foi piorando ainda mais. Somada a isso havia a crescente tensão que a invadia com o passar das horas. Cedo ou tarde, Zac voltaria de viagem e encontraria a casa vazia e seu bilhete.
Juntou seus livros e papéis, enfiou-os em sua sacola; saiu da classe, atravessou o portão e caminhou até o carro.
- Eu carrego sua bolsa. A voz familiar de adolescente trouxe-lhe um sorriso ao rosto, e ela entregou-lhe sua sacola.
- Obrigada, Rodrigo.
- Tenho algo para você. - Tímido, o garoto enfiou a mão no bolso da calça, e, quando estavam um pouco distantes do prédio do colégio, apanhou um pequeno pacote e entregou-o a ela.
- Não é nada de mais. Só queria lhe dar algo. Rodrigo tentava parecer carrancudo, mas não conseguia. - Por você ter me levado para jantar. Vanessa estava lisonjeada e lhe agradeceu.
- Abra quando chegar em casa.
- Obrigada. - Vanessa guardou o pacotinho na jaqueta.
- Seu namorado está ali. O coração de Vanessa parou quando percebeu Zac adiante, encostado em seu carro. Chegara antes do previsto.
- Você está bem? - Rodrigo quis saber. O que ela poderia dizer?
- Sim.
- Os dois brigaram, ou algo do gênero? Seu estômago revirava, e ela procurava manter a respiração constante à medida que se aproximava dele. Rodrigo foi o primeiro a dizer algo:
- Olá, Zachary. Zac lhe deu um sorriso.
- Rodrigo...
- É bom rever você. Zac inclinou-se para a frente.
- Por favor, preciso conversar com Vanessa a sós. O garoto encarou a ambos e fixou a atenção nas feições pálidas de Vanessa.
- Tudo bem por você?
- Tudo, Rodrigo. E Rodrigo resolveu se afastar.
- Entre no carro, Vanessa. Deus do céu, ele estava deslumbrante! Suas feições pareciam feitas de pedra, e seus olhos eram tão negros que doía olha-los.
- Nós já fizemos isso antes.
- Não dou a mínima. Vanessa não queria ficar a sós com ele. Se Zac a tocasse, desmoronaria e seu plano não funcionaria. Seu queixo tremeu.
- Vamos até o café em Double Bay onde nos encontramos pela primeira vez. Eu irei no meu automóvel. Zac queria torcer aquele pescoço macio, mas, em vez disso, fez que sim e entrou no Mercedes. O trânsito estava pesado e demorou mais do que o habitual para chegar ao local combinado, e mais ainda para encontrarem um lugar para estacionar. Vanessa precisou andar uma quadra e meia, e ele a esperava, estudando-a à medida que se aproximava.
- Um café ou uma bebida gelada? Vanessa sentou-se na cadeira que Zac puxara.
- Café com leite.
Ele acenou para o garçom, fez o pedido e inclinou-se em direção a ela. "Mantenha o controle, garota."
- Leu meu bilhete.
- Achou mesmo que poderia fugir e se esconder? - Zac indagou, com uma expressão perigosa.



Bom meninas ai está o capítulo hehe
bom obrigada pelos comentários e pelo carinho
Por decisão unanime vai ter SIM uma nova história depois dessa haha
O nome da nova história é AMOR POR CONTRATO
Espero que gostem dela também hehe
até qualquer hora my girls
xoxo ♥♥♥

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Capítulo 29

Ela devia estar louca para contar para ele, Vanessa pensou. Queria ver a expressão dela quando descobrisse que aquele "garotinho" era apenas seu aluno de dezesseis anos. Seu sono foi agitado. Vanessa acordou ao som do despertador, vestiu-se, tomou um rápido desjejum e foi para a escola. Na hora do almoço, Ashley ligou para confirmar o jantar e o cinema. Encontraram-se em um café da moda, lá perto, e comeram, tranqüilas. O filme era um clássico de Jane Austin. Os cenários eram muito bonitos, as atuações estavam excelentes e a trama era cativante. Ambas adoraram e deixaram o cinema rindo, comentando uma cena engraçada.
- Vamos tomar um café? - Ashley a convidou.
- Por que não? - Vanessa aceitou, pois não queria que a noite terminasse tão rápido. Escolheram um bar e ficaram conversando até quase meianoite. A sexta-feira amanheceu clara e ensolarada, e Vanessa contava os minutos. "O vôo da tarde" era uma informação imprecisa, pois ela não sabia sequer a companhia em que Zac viajaria. Desse modo, voltou para a mansão sem saber ao certo se ele estaria lá ou não. Descobriu desapontada que Zac não chegara. Foi à cozinha, retirou a assadeira de frango que preparara de manhã e a colocou no forno. Era estranho sentir-se tão abalada, ia pensando ao se dirigir à suíte para tomar um banho e se vestir. O dia inteiro fora preenchido por uma tensão constante, e a idéia de uma noite promissora fazia seu sangue ferver. Vanessa despiu-se e cruzou o quarto nua em direção ao banheiro. Ajustou a temperatura da água e entrou no boxe. Passou xampu nos cabelos e os massageou, pegou o sabonete e começou a lavar-se.
- Por que não me deixa fazer isso?
Vanessa deixou cair o sabonete quando ouviu a voz familiar, e assustou-se ao ver Zac a seu lado.
- Você está em casa... - balbuciou. Ele envolveu-lhe o rosto entre as mãos, dando-lhe um beijo quente e profundo que a fez estremecer de paixão e desejo. Deslizou os dedos sobre os ombros dela, pelas costas, puxou-a para perto de si, e Vanessa colou-se a ele, sentido-lhe todo o vigor de sua excitação. Zac afagou-lhe as suas nádegas e, ao mesmo tempo que lhe sentia os contornos deliciosos, explorou-as com os dedos experientes até encontrar a reentrância úmida que respondia tão ansiosa a seu toque. Ele experimentou o estremecimento de Vanessa quando a levou ao clímax, e continuou a acariciá-la com sensualidade. Vanessa escorregou as mãos pelos ombros de Zac, afagoulhe os músculos definidos e deslizou-as. Livrou-se do beijo que ele lhe dava para envolver, sôfrega, um de seus mamilos com os lábios. Em um gesto ágil, Zac a ergueu até a altura da cintura, moldou-a a si e a penetrou. Parou por um momento para então recomeçar os movimentos, aumentando o ritmo à medida que Vanessa o acompanhava, agarrada a ele como se experimentasse uma louca cavalgada.
- Isso é o que eu chamo de boas-vindas! - Zac murmurrou, roçando-lhe os lábios. Ainda estavam intimamente ligados, e Vanessa correu os dedos pelos cabelos de Zac, segurou-lhe a cabeça e beijou-o com ardor, as línguas se explorando sem parar.
- Gulosa... Vanessa sentiu a excitação dele voltar
Dessa vez, foi Vanessa quem ditou o ritmo, fazendo com que o amor fosse bem lento, com afagos e beijos e o suave movimento deles em perfeita sintonia. Não se apressaram a sair do chuveiro. Aproveitaram o momento, ensaboando-se um ao outro, para só então se enxaguar, se secar e vestir seus roupões.
- Está com fome?
- Você está falando de comida? - Zac indagou, lançando-lhe um olhar sexy e gostando de vê-Ia corar.
- É lógico... -Vanessa procurava se recompor. -Tem frango no forno. Não custa nada esquentá-lo e fazer uma salada. O jantar, onde ambos deram comida na boca do outro, foi uma brincadeira romântica, uma promessa do que viria a seguir.
- Acho que eu deveria viajar mais - Zac brincou. Vanessa levantou-se e começou a tirar a mesa.
- Deixe isso aí - ele ordenou com cordialidade, e colocou-a no colo, aninhando a boca na curva suave de seu pescoço. - Senti sua falta. Foi uma confissão que lhe fez bem, pois Vanessa também sentira saudade dele. A casa era muito vazia, a cama sem Zac para abraçar, sem as mãos que a provocavam e a punham em brasa. Teve medo de externar seus pensamentos. Em vez disso, acariciou-lhe a face e beijou-o com paixão. Zac a pegou nos braços e subiram em direção ao quarto. Fizeram um amor doce e demorado, alternando momentos suaves e selvagens, e só deixaram a suíte pouco antes do meio dia. Foi quando Vanessa se lembrou de perguntar-lhe sobre a viagem.
- Tudo correu bem. Mas talvez eu tenha de voltar a Brisbane no final do mês. - Zac sorriu ao perceber o evidente desapontamento que ela tentou ocultar.
- Levei Rodrigo para jantar, quando você esteve fora.
- Imagino que ele deve ter adorado.
Um sorriso tênue surgiu no canto de sua boca.
-Ah, sim... Ashley também dormiu aqui uma noite. Espero que você não se importe. Fatos banais, mas nada tinha de mais interessante para lhe contar.
-Por que eu deveria? O telefone tocou, e Zac atravessou a cozinha para atendê-lo. Vanessa batia dois ovos para fazer omeletes, pôs pão na torradeira e arrumou a mesa do café. Quando ele terminou o telefonema, ela tinha acabado de servir a refeição.
- Precisarei permanecer algumas horas no escritório.
- Tudo bem. Tenho que corrigir uns trabalhos e preparar algumas lições para a semana que vem. Passaram o resto do final de semana dentro da mansão, em uma atmosfera muito relaxante. Assistiram a vários filmes em vídeo e, enquanto Zac trabalhava no computador, Vanessa, se entretinha lendo o best seller do momento.
Uma ponta de tristeza os envolveu quando o final de semana chegou ao fim. A segunda-feira trouxe a rotina de volta a suas vidas, e também o primeiro de uma série de compromissos sociais que preencheriam as semanas vindouras. Houve a estréia de um filme, a vernissage em uma galeria de arte, coquetéis de boas-vindas a alguma personalidade... a nenhum Lily esteve presente. Talvez ela estivesse fora da cidade. Vanessa remoía essa possibilidade, ao lado de Zac, durante uma festa. Vanessa reconheceu alguns dos convidados, com os quais corversou um pouco sobre o sistema de ensino vigente. Esse era um assunto que ela dominava, e explicava com prazer seus pontos de vista... tanto que não notou que Lily chegara.
- Zac? Vanessa quase perdeu o fôlego ante a beleza da rival e o vestido de noite que lhe moldava as formas perfeitas. Zac respondeu com um charme educado, enquanto Austin exercia seu carisma, fazendo Vanessa refletir sobre os jogos sociais que as pessoas praticavam para ocultar insatisfações e ciúme.
- Foi tudo bem em sua viagem de negócios, querido? Lily esboçou um sorriso ardente repleto de promessas oculta: ao tocar o braço dele.
- Parece que Vanessa não sentiu sua falta. Austin e eu a flagramos em um jantar secreto com um jovem muito atraente. - E lançou um olhar venenoso para Vanessa, enquanto aguardava a reação de Zac. Vanessa percebeu a expressão do companheiro, a frieza de seu olhar, a sobrancelha um tanto arqueada ao observá-la, pensativo. Não precisava defender-se, tampouco tentou.
- Rodrigo Ruiz é um aluno de dezesseis anos que obteve excelentes resultados nos exames. O prêmio foi um jantar em um restaurante de minha escolha. - Vanessa fez uma pausa, encarando Lily. - Não havia motivo para insultar a mim ou a Rodrigo deixando aquele recado na secretária eletrônica referindo-se a ele como meu brinquedo.
- O rapaz parecia ter pelo menos vinte anos - Lily protestou.
- Assim como muitos garotos sem o uniforme escolar - devolveu Vanessa.
- Acho que você está mentindo...
- Por que eu faria isso? Você parou na nossa mesa e eu fiz as apresentações.
- Deixe para lá. - E Austin afastou Lily.
- Rodrigo devia estar com uma ótima aparência - Zac concluiu, logo depois.
- Eu diria que irreconhecível. - Vanessa o fitava com firmeza quando ele lhe afagou o rosto. - Lily precisa partir para outra: - Ela não quer desistir de você. Austin é apenas uma isca, e eu não tenho importância.
- O que acha de terminarmos a noite mais cedo? - Zac piscou, cheio de segundas intenções.
- Mais cedo, quando? - Vanessa quis saber, o coração disparado.
- Mais uma hora e poderemos sair sem ofender ninguém.
- Tão cedo assim?
- Vamos circular. - Rindo, Zac tomou-a pela mão. Era quase onze horas quando se despediram dos anfitriões e escaparam do animado evento. O ar fresco encheu-lhes os pulmões quando caminharam até o carro, e passaram-se poucos minutos até chegarem à mansão em Manhattan. Zac ergueu-a sobre um ombro, e Vanessa reagiu dando-lhe pancadinhas com os punhos.



Bom meninas ai está o capítulo,me perdoem pela demora em postar
espero que amem esse capítulo também
Obrigada pelos comentários,e por toda paciencia hehe
Só pra avisar a Fic tá chegando na reta final,não fiquem tristes ok kkk
Mais uma coisa:Vocês gostariam que eu começasse a postar outra história depois dessa??
DEIXEM SUAS OPINIÕES OK
Bom é isso até qualquer hora
xoxo ♥♥♥

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Capítulo 28

- Era essa a intenção.
Vanessa se vingou mordendo-lhe o mamilo, e gemeu quando Zac se virou de costas e a colocou sobre ele.
- Você quer brincar? A boca dele encontrava-se perto de seus seios, e ela pressionou os lábios contra a testa dele, lambeu-o até chegar à ponta do nariz e então beijou-o de um jeito muito possessivo.
- Acho que não deve se cansar - Vanessa murmurou, erguendo a cabeça. A risada rouca de Zac quase a fez desfalecer, e ele a surpreendeu com outro beijo.
- Preocupada com meu bem-estar! - ele constatou, divertido. - Quanta honra! Acariciou de leve as curvas sinuosas dela e a colocou de lado no colchão.
- Só tenho tempo de tomar uma ducha, me trocar e ir para o aeroporto. Quando saiu do banheiro, Vanessa tinha adormecido, e não percebeu que ele se vestia. Zac foi até o leito e a observou por uns instantes abraçada ao travesseiro. Naquele momento, quase lamentou ter de partir. Inclinou-se, com sutileza, afastou uma mecha da face dela, virou-se e saiu. Vanessa dizia a si mesma que gostava da liberdade que usufruía durante a ausência de Zac, mas foi preciso apenas uma noite sozinha naquela cama enorme para perceber que estava errada. Sentia falta de dormir perto de Zac, os corpos colados um ao outro, o sexo. O pior, porém, era a falta que sentia dele. Por esse motivo, dormiu mal naquela noite, e no dia seguinte convenceu-se de que deveria fazer algo para suprir aquela ausência. Um telefonema para Ashley e um convite para um encontro preencheria a terça-feira. Sugeriria que ela dormisse lá, e assim poderiam ver filmes sem se preocupar muito com o horário. Como havia prometido a Rodrigo que o levaria para jantar fora se ele fosse bem nas provas, sairiam juntos na quarta. Faltava um programa para a quinta. Talvez ela e Ashley e mais alguns amigos em comum pudessem fazer uma festinha, ou ir ao cinema. Dividindo-se entre a preparação das aulas para a escola e uma vida social ativa, não lhe sobraria espaço para pensar no homem que tomara conta de seu ser e invadira seu coração. Terça-feira à tarde, Vanessa foi ao supermercado, apanhou um carrinho e começou a procurar o que precisava. Os ingredientes principais estavam guardados na geladeira e na despensa, mas faltavam leite, pão, frutas e alguns legumes que usaria na receita a ser preparada para o jantar. Já eram cinco horas quando chegou em casa, descarregou sua sacola, levou as compras para a cozinha e começou os preparativos. Ashley tocou a campainha à seis. Vanessa secou as mãos e foi atendê-la.
- Nossa, isto aqui é muito refinado! - Ashley comentou, deslumbrada, ao entrar na sala.
- Será que posso fazer um tour?
- Claro, por que não? Depois do jantar? - sugeriu.
- Vamos tomar uma taça de vinho, comer, e depois eu lhe mostrarei tudo. Foi bom sentar e conversar com uma velha amiga. A comida estava boa, e Vanessa agradeceu aos elogios de Ashley com um simples sorriso.
- Você o ama, não é? A pergunta veio do nada, e Vanessa vacilou por um instante.
- Essa eu passo.
- Ei, sou eu, Ash, lembra?! Vanessa se levantou e começou a tirar os pratos da mesa.
- Você não estaria aqui com ele se não se importasse. Uma amizade verdadeira tem suas desvantagens, pois se conhece tão bem um ao outro que não se pode mentir.
- Estou tentando me acostumar à idéia - Vanessa sussurrou. E isso não era mais que a mera verdade! Vanessa mostrou a mansão para a amiga. Depois tomaram café, assistiram a um filme e foram dormir tarde. Ela dormiu mal, acordou cedo, tomou banho e se vestiu. Já no andar de baixo abriu sua sacola e ocupou-se das aulas do dia. Zac não telefonara, e Vanessa não esperou que ele o fizesse. Tinha o número de seu celular e podia muito bem ter lhe telefonado. Mas afinal o que lhe diria? "Estou com saudade"?
- Bom dia, Vanessa. Acordou cedo. Voltou-se para Ashley e brindou-a com um lindo sorriso.
- O café está pronto. - Guardou o material na sacola e a pôs a mesa.
- O que quer comer?
- Qualquer coisa. - Ashley encheu duas xícaras de café.
- O que acha de irmos ao cinema quinta à noite? - Vanessa convidou, comendo um pouco de seu cereal.
- Sentindo a falta dele, não é? - Ashley piscou, cúmplice.
- Sim.
- Está bem. O que acha de jantarmos primeiro? Eu escolho o restaurante, e você, o filme.
- Combinado. Meia hora mais tarde, as duas deixaram a casa em carros separados e tomaram a direção da avenida. Era importante para Rodrigo que ninguém na escola soubesse que sua professora de literatura inglesa o levara para jantar. Assim, sua rotina continuaria a mesma. Vanessa combinara de encontrar-se com ele dentro do restaurante. Apesar de ela querer busca-lo na residência, o garoto insistiu para se encontrarem lá. Quando ela estava terminando de se vestir, o telefone tocou.
- Vanessa?
- Olá... - ela murmurou, abalada ao ouvir a voz de Zac.
- Algum problema?
- Não, está tudo bem - apressou-se em responder, recompondo-se.
- Onde você está?
- Em Perth. Tudo está em ordem, e eu vou voltar na sexta à noite.
- Certo.
- Só "certo”, Vanessa? Percebeu o tom divertido dele e respondeu na mesma moeda.
- A casa está vazia sem você. A risada rouca de Zac lhe causou um arrepio quente.
- Estou tentado a pedir que você pegue um avião amanhã cedo e me encontre aqui.
- Tenho um emprego, lembra?
- Você poderia dizer que está doente.
- Não, Zac. Eu não posso.
- Então guarde a noite de sexta-feira para mim. O coração dela bateu mais rápido.
- Certo.
- Precisa ampliar seu vocabulário, querida. No entanto, não é conversa que eu tenho em mente. -Boa noite, pequena. Vanessa precisou de um instante para se refazer dos pensamentos eróticos que povoaram sua imaginação. Então, apanhou a bolsa, calçou os sapatos e desceu as escadas. Rodrigo a esperava quando Vanessa entrou no restaurante. Ficou surpresa com sua aparência, pois o rapaz vestia uma camisa engomada e uma gravata, e seus cabelos estavam presos em um moderno rabo-de-cavalo.
- Você está ótimo - Vanessa cumprimentou-o, evitando constrangê-lo com um abraço.
- Você também.
- Vamos nos sentar?
O maître foi ao encontro deles, e foi Rodrigo quem confirmou a reserva. Ela quis dizer "muito bem", mas conteve-se. Quando se sentaram, o garoto consultou a carta de vinhos, pediu a opinião dela e escolheu um chardonnay. Pediram os pratos com cuidado, e Rodrigo falou com o garçom.
- Eu gostaria de lhe agradecer por fazer isso por mim, srta. Hudgens. Nenhum outro professor teria se preocupado. - Tinha um olhar fixo. - Diga, por que fez isso?
- Porque acredito em você.
- Se mantivermos contato, talvez seja eu que a convide para jantar depois que me formar.
- Eu iria adorar! - afirmou, gentil. Estavam quase terminando e refeição quando um casal parou ao lado da mesa.
- Vanessa? Ela se virou ao som da voz feminina. "Lily!" E acompanhada de Austin. Era inacreditável que, apesar de existirem vários bons estabelecimentos em Manhattan, eles houvessem escolhido o mesmo.
- Lily, Austin... - cumprimentou-os com cordialidade, e apresentou seu convidado.
- Rodrigo Ruiz.
- Mas que coincidência, querida! Pensei que Zachary estivesse viajando.
- Sim, ele está. Lily deu uma olhada em Rodrigo, em seguida deteve o olhar em Vanessa.
- Divirta-se.
- Você não gosta dela - Rodrigo afirmou quando os dois se afastaram.
- É tão evidente assim?
- Não, mas aprendi a decifrar sua expressão na escola.
- Isso é ruim, não é?
- Você é a melhor professora que já tive. Se alguém lhe causar algum problema, é só me avisar.
- Obrigada - agradeceu, encantada. Pediram a sobremesa, tomaram um café, conversaram um pouco, e já passava das dez horas quando foram embora.
- Eu o levo para casa, Rodrigo.
- Irei de trem.
- Rodrigo...
- Você sabe que moro na periferia. Não quero que dirija por ali à noite e sozinha. Capisce?
- Sendo assim, eu o levo até a estação.
- Eu a acompanho até o carro. - Seu olhar sério demonstrava uma maturidade precoce.
- E então, irei andando até o trem. Vanessa quis discutir, mas sabia que seria em vão. Como se compreendesse, Rodrigo tomou- lhe a mão.
- Sei cuidar de mim, professora. Em alguns minutos, Vanessa estava dentro do automóvel e baixou o vidro.
- Cuide-se, Rodrigo. Ele deu um sorriso breve.
- Você também. E obrigado por hoje. Vanessa esperou que Rodrigo se afastasse, e foi para casa. Quando chegou, reparou que havia um recado na secretária eletrônica.
- Vanessa, meu bem. - Era Lily. -Adorei seu garotinho, mas duvido que Zachary vá gostar.







Bom my girls,está ai mais um capítulo espero que gostem
Me desculpem pela demora hehe
Obrigada pelos comentários,
adoro vcs
xoxo ♥♥♥

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Capítulo 27

A suíte enorme tinha uma vista magnífica, e havia também champanhe no gelo, flores, frutas frescas e chocolates de boasvindas.
- Isto é maravilhoso! - Vanessa abriu um sorriso, apreciando o oceano e sua bela orla. Zac observou com alívio a alegria no rosto dela, e sua alegria compensou os compromissos que adiara a fim de permitir-lhes essa breve passeio.
- Vamos dar uma volta? O champanhe podia esperar.
- Se é isso que você quer... Vanessa virou-se para ele.
- Por acaso está me mimando?
- Estou fazendo sua vontade.
- Isso pode ser perigoso - ela devolveu, sorridente.
- Então, aproveite.
- Acho que deveríamos ir passear. Vanessa ouviu uma risada rouca escapar da garganta dele. A brisa noturna era uma carícia na pele, e eles caminharam pela areia de mãos dadas. Andaram até o trecho iluminado por holofotes, voltando então para o deque do hotel, indo, em seguida, até a marina. Lá havia restaurantes, cafés, butiques e o elegante Palácio Versace, onde não se pouparam recursos para obter um resultado magnífico. Aproveitaram para tomar um drinque em um bar de onde, tinham uma bela vista do cais e suas embarcações. O lugar, despojado e atraente, era ponto de concentração dos visitantes. Vanessa sentia que sua tensão dissipava-se aos poucos. Seria a brisa marítima a responsável? Ou a perspectiva de ficar com Zac dois dias inteiros, sem nenhum compromisso social ou de negócios para atrapalhar? Surfe, sol e areia... Aquilo, sim, era vida. Zac a observava sem reservas. Os cabelos presos no alto da cabeça começavam a se soltar, e ele conteve o impulso de livrá-los de vez das presilhas. Desejava acariciar as feições delicadas e tocar aquela boca com a sua, saboreá-la com sua língua e tomar conta daquelas doces reentrâncias no prelúdio para uma intimidade maior. Nesse instante, Vanessa o fitou, atordoada, sua face ganhou uma cor rosada, e ele sentiu um aperto forte no peito, que se intensificou quando ela lhe sorriu.
- Está cansada, Nessa.
- Estou?
- Sem dúvida. O tom despretensioso não a enganava.
- Não sei por que, mas acho que ir para cama não significa necessariamente dormir. Zac roçou-lhe o queixo com o dedo.
- Quem sabe... - Ergueu-se da cadeira com um súbito movimento e a fez levantar-se também.
- Pode deixar todo o trabalho para mim.
- Bem, é melhor assim - Vanessa brincou. De fato, ela refletiu depois, a intimidade entre ambos ficava cada dia melhor. Zac sabia levar uma mulher à loucura. Bastava um toque de suas mãos, de sua boca sensual e ela pegava fogo. Talvez ele tivesse começado, pensava, quase dormindo, mas foi ela quem terminou. Ambos, em estado de glória, atingiram o êxtase. Vanessa ouviu quando Zac gemeu em seu ouvido, e em seguida, beijou-a com ardor, e os dois tremeram, deliciados, num auge de paixão que duvidava vir a sentir outra vez.
Vanessa adormeceu, mas foi despertada pelos dedos hábeis deslizando e explorando, e posicionou-se em cima dele, arqueando-se sobre ele quando Zac beijou-lhe os seios, estimulando-lhe os mamilos até que ela gritasse. Zac, então, passou a passear os lábios na curva de seu pescoço, bem devagar, apossando-se em seguida de sua boca em um beijo que pareceu tirar toda a vida de seu corpo. Em um movimento suave, Zac ficou de costas ajeitando-a com sensualidade sobre seus quadris, momento em que Vanessa assumiu a tarefa fantástica de acariciá-lo e excitá-lo, movimentando-se com vigor até a explosão final. Então Zac abraçou-a como a um bebê e afagou-lhe os cabelos.
- Eu espero que você não queira fazer nada agitado nas próximas horas.
- Nem uma volta na praia? Um mergulho no mar? Um joguinho de tênis? - Zac provocava, dando-lhe beijinhos no rosto.
- Olhe, quero o desjejum na cama às oito - ela pediu, brincando.
- Oito e meia - corrigiu-a, explorando as curvas de seu pescoço com a boca.
- Está bem. - Vanessa cerrou as pálpebras, com Zac a observá-la dormir. Vanessa acordou com a campainha. O camareiro trouxe o café, e, enquanto ela vestia o robe, Zac preparou a mesa para os dois. Ele abriu as cortinas para a linda visão do mar. Suco de laranja, cereal, torradas, café. Vanessa saboreou tudo com satisfação, e Zac contentou-se com uma porção de bacon, ovos e tomates. Após a refeição, tomaram banho, visitaram o Palácio Versace e voltaram para o hotel, onde tomaram sol junto à piscina. Tudo era muitíssimo relaxante, Vanessa refletiu, com o olhar perdido no oceano. Uma sensação de paz a envolvia, e ela se sentia rio topo do mundo.
-Quer almoçar aqui ou prefere ir à avenida Tedder? A proposta de Zac fez com que Vanessa se sentasse e tirasse os óculos escuros.
- Eu posso escolher? Vamos à avenida Tedder, então. - Ela nem precisou parar para pensar. O lugar mudara desde sua última visita. Possuía uma área de restaurantes requintados freqüentada por gente sofisticada, e a Costa de Ouro assumira um ar descontraído que contrastava com a agitação de uma grande cidade. Os edifícios em estilo toscano dividiam espaço com outros com formas arquitetõnicas variadas, como a grega e a francesa provençal, e conferiam um colorido exótico ao local. Havia também imensas mansões à beira do rio Nerang, e belas praias de areia branca. Zac escolheu um restaurante especializado em frutos do mar, e eles degustaram uma divina lagosta com salada verde. Ele pediu um champanhe, um soberbo Don Perignon, na temperatura perfeita, e Vanessa franziu o nariz para ele enquanto as pequenas bolhas efervesciam.
- Estamos comemorando alguma coisa, Zac?
- A vida. - Ele brindou. De sua boca brotou um sorriso sensual.
- Já não é uma comemoração por si só? Sim, Vanessa concordou de si para consigo, sabendo que ele, muito astuto, planejara aquele fim de semana com esse propósito. Por algum tempo ela partilhava o mesmo objetivo. Depois eles se separariam, mas para Vanessa nada mais seria o mesmo. Será que conseguiria separar-se dele com facilidade quando chegasse o momento? Por que essa simples idéia a fazia sofrer? Cada dia, cada noite nos braços de Zac tornavam o rompimento mais difícil, pois Vanessa tinha medo de que só Zac conseguisse suprir seus desejos mais íntimos. Mas era mais do que sexo. Era parte de seu coração, de sua alma, tudo isso e muito mais. Seria amor? Santo Deus, ela estava sendo louca ao permitir que as emoções tomassem conta de tudo! Apaixonar-se por Zachary Efron seria como pular de um precipício, no qual a sobrevivência não era uma opção. Abandoná-lo seria o passo mais difícil que daria em toda a existência. E Zac? Será que partiria para outro relacionamento, sem mais nem menos? Várias mulheres brigariam para tomar seu lugar, e Lily seria a primeira. Porque depois de algumas semanas ele, decerto, se esqueceria da existência de Vanessa Hudgens.
- Mais champanhe? Vanessa olhou para a taça vazia, e não se lembrava de haver tomado o líquido.
- Por favor. Ela quase nunca tomava mais que um copo, e Zac a fitou pensativo quando completou as taças. Após o almoço, ele sugeriu que fizessem um passeio pelo interior. Percorreram a estrada até o monte Tamborine, onde visitaram algumas lojas de artesanato, tomaram um drinque em um dos pitorescos cafés, e voltaram para a orla pelo caminho de Canungra. Já estava escuro quando chegaram ao hotel. Após um banho, vestiram-se e caminharam até a marina, onde jantaram em um restaurante famoso. Lá, ficaram juntos, bebendo vinho, apreciando a comida, a vista tranqüila, até onze horas, quando voltaram para o hotel e fizeram amor de maneira tão doce que a encheu de felicidade. No domingo acordaram tarde, degustaram um saboroso desjejum e deitaram-se à beira da piscina. Depois, fizeram um passeio de barco por um dos belos canais, e voltaram para o hotel a tempo de fazer as malas, ir para o aeroporto e embarcar no vôo da noite para Nova York. Fora um fim de semana maravilhoso, exatamente o que precisava, Vanessa refletiu quando o avião alçou vôo rumo ao sul.
- Obrigada. Zac tomou-lhe a mão e levou-a até os lábios.
- O prazer foi todo meu. Ele esperou até o amanhecer para lhe comunicar que viajaria na manhã seguinte a fim de participar de reuniões em Melbourne e Brisbane.
- Quanto tempo você vai ficar fora? - Vanessa quis saber, e Zac a abraçou com carinho, na cama onde tinham feito amor.
- Três ou quatro dias. - Deu-lhe um suave beijo na boca.
- Pense em mim. Ah, sim, ela o faria... Todo dia e toda noite. Deus do céu, sobretudo à noite!
- Talvez... - provocou-o, e ele lhe deu uma mordiscada na orelha. - Isso dói! - Era essa a intenção.








Hey meninas
Tá ai mais um capítulo,espero que gostem,
Obrigada por cada comentário,
adoro vcs,até qualquer hora hehe
xoxo ♥♥♥
P.S.:Sugestão de Fic's:My Dream


domingo, 12 de outubro de 2014

Capítulo 26

Mais tarde, após almoçarem em um dos inúmeros cafés da região, a limusine deixou Zac em frente ao prédio onde se realizaria a reunião e levou Vanessa até o Greenwich Village, onde ela pretendia comprar alguns pequenos presentes para os amigos. Voltou para o hotel às cinco horas, tomou um banho e, enquanto se vestia, Zac entrou no quarto. No jantar, foram de novo ao Greenwich Village, onde existem diversos restaurantes e a vida noturna é alegre e animada. Vanessa adorou a atmosfera do lugar à noite, e convenceu Zac a leva-la a uma peça de teatro antes de visitarem um café da vizinhança. Tudo era mágico, e ela estava adorando aqueles momentos. Havia dias em que Zac tinha a manhã livre, e eles passearam de ferry-boat e visitaram o Jardim Botânico. Jantavam fora todas as noites e iam ao cinema ou ao teatro em seguida. Seus momentos a sós no hotel eram um capítulo à parte, e Vanessa sentia aflorar em si novas emoções e desejos. Ela se via tomada por uma plenitude que nunca acreditara possível, e a sensualidade crescia em seu íntimo, transformando-lhe corpo e alma. "Não entregue seu coração a ele" dizia uma voz interna que ela ignorava, imaginando saber controlar suas emoções.. Logo chegou o dia da partida, e eles voltaram para Nova York em um domingo de manhã. Após tomar uma ducha e desfazer as malas, Vanessa visitou o pai no hospital. Greg lhe pareceu cansado e sua cor mudara... ou seria impressão, devida à semana em que não o vira? A aparência dele a abalou. Resolveu dar uma passada no Rocks para visitar sua amiga Ashley, onde permaneceu meia hora, e então voltou à mansão em Woollahra. Encontrou Zac no escritório passando algumas informações para o computador, e não pôde deixar de notar-lhe as olheiras e o cansaço.
- Acho que você precisa dormir - aconselhou, em voz baixa.
- Não estou cansada.
- Está, sim.
- Não estou. Então ele a ergueu no colo com facilidade e levou-a para a suíte, onde a despiu e colocou na cama, cobrindo-a com os lençóis. Tirou as próprias roupas em seguida, e deitou-se a seu lado.
- Durma - Zac ordenou, e ela obedeceu, aninhando o corpo cansado junto ao dele. Vanessa dormiu longa e profundamente e acordou um pouco antes da alvorada. E foi só então que fizeram amor, devagar e com tanto carinho que quase a levou às lágrimas.
A escola representou o retorno à realidade e à rotina com Rodrigo de volta às aulas. Os adolescentes costumam ser fanfarrões, e o garoto não fugia à regra, o que deixava Vanessa em um misto de divertimento e desespero. O último semestre do ano sempre era o mais corrido, com a expectativa dos exames finais, e punha alunos e professores num estado elevado de tensão. Os dias seguiam-se céleres um ao outro, e ela dedicava seu tempo ao ensino, visitava o pai no final da tarde e à noite freqüentava o meio social com Zac.
Tornar-se parceira dele causava crescente especulação e, embora ninguém duvidasse do bom gosto de Zachary Efron em relação a mulheres, era evidente a curiosidade sobre seu passado e status.
- Em que você trabalha? - indagou uma senhora na festa de caridade.
- Sou professora de literatura inglesa - Vanessa respondeu, educada.
- Que interessante... Em uma escola particular, suponho.
- Pública - corrigiu Vanessa, que viu os olhos da mulher se arregalarem.Zachary Efron era um homem respeitado devido às generosas doações. Ele deveria, a todo custo, ser bem tratado. Vanessa percebia como tudo era diferente ali, e divertia-se com isso. Nesse momento, Zac virou-se, captou-lhe a expressão e inclinou-se para ela.
- Quer mais uma bebida?
- Não, obrigada.
- No que está pensando?
- Acho que os objetivos do fundo de caridade seriam atingidos de uma só vez, se todas as mulheres presentes doassem as jóias que estão usando.
- Talvez devesse sugerir isso a elas.
- E insultá-las? É melhor não, Deus me livre! Pouco mais tarde, a bela Lily Collins chegou, colada a uma bela companhia masculina. Tratava-se de uma jogada premeditada, Vanessa deduziu, admirando os dotes de atriz de Lily. Seu alvo era Zac, e a arma, o ciúme. Pelo visto, não funcionou, e Vanessa quase sentiu pena da moça quando sentaram-se para jantar. A mesa era comprida, e fora arrumada com pratos de porcelana fina, talheres de prata e taças de cristal para diversos tipos de vinho. Teria sido acidente ou coincidência? Ou Lily havia pedido para sentar-se ao lado de Zac? Vanessa garantiu para si que não se importava. Durante a refeição, que foi servida por um grupo uniformizado, Vanessa travou uma conversa interessante sobre o sistema de ensino com um homem que se sentou a sua direita. Isso a ajudou a ignorar os sutis gestos de Lily, cujas mãos muitíssimo bem cuidadas pousavam de quando em quando no braço de Zac. Bem como o sorriso provocante, a risada sensual e sua entonação felina, ronronante. Zac nunca estivera tão charmoso e solícito, e Vanessa correspondia com afeição. Apenas desempenhando seu papel, dizia a si mesma.
- Um pouco mais de vinho? Zac olhou fixo para Vanessa, percebeu-lhe o brilho tênue nos olhos azuis, e quis bater nele. Deus do céu, ele estava achando graça em tudo aquilo! Ao mesmo tempo que sorria, Vanessa pousou a mão na coxa dele, cravou as unhas em sua perna musculosa e então escorregou os dedos na direção na virilha.
- Não, obrigada.
- Vá com calma, pequena - pediu-lhe, sereno.
- Não sei do que você está falando - replicou, fingindo espanto.
- Duvido que seria tão corajosa se estivéssemos sozinhos - desafiou-a, com senso de humor.
- Pode contar com isso.
- Está me desafiando?
- Se ninguém mais se prontifica...
- E acredita que vai ser bom para mim! - Zac zombou, notando as emoções que lhe dançavam no rosto.
- Sim - ela respondeu, admirando seu sorriso. O café foi servido em um salão amplo, onde aconteceria o grande evento da noite, no qual diversos itens interessantes iriam a leilão: quàdros, obras de arte, jóias. Os lances consecutivos a seduziam, não tanto pelos objetos em si, mas pela disputa que envolvia os interessados.
- Tem alguma coisa de que você gosta? - Zac indagou, e Vanessa indicou um pequeno quadro no canto do palco.
- Quando for apresentado, faça um lance. Ele mencionou um limite, e Vanessa lhe lançou um olhar espantado.
- Está falando sério?
- Claro que sim. Vanessa continuou a observar o leilão com novo interesse, e quando chegou a vez do quadro de que gostara, fez o primeiro lance. Lily fez uma contra-oferta, e os lances foram aumentando, fazendo a platéia especular sobre uma pequena guerra particular. O leilão era por uma boa causa, Vanessa repetia para si mesma, quando o valor dos lances subia em centenas de dólares. Zac bem que poderia pagar. No entanto, Vanessa recusou- se a fazer um lance acima do limite que ele estabelecera, e evitou olhar para Lily quando fechava o lance.
- Dou-lhe uma, dou-lhe duas...
- Três mil dólares. Houve um alvoroço coletivo ao ouvirem Zac, e Vanessa observava com indiferença como Lily tomava aquilo como uma afronta a sua pessoa. Ninguém duvidava que era uma luta entre ex-namorada e amante.
- Três mil dólares. Dou-lhe uma, dou-lhe duas... vendido para Zachary Efron
- Você quis provar algo com isso? - Vanessa sussurrou.
- Sim, creio que sim.
- E tinha de fazer isso publicamente?
- Você gostou do quadro. Eu o comprei. O dinheiro vai para a caridade. Fim da história.
- Não, Zac. Não é.
- Seu raciocínio me fascina.
- Parabéns, meu querido! Ambos se viraram para Lily.
- Um belo quadro. Espero que Vanessa aprecie.
- Estou lisonjeada - Vanessa respondeu com estudada cortesia.
- Zac é muito indulgente, não é mesmo, querido? - Lily se virou para seu acompanhante e o apresentou:
- Austin Butler. Austin deu um passo à frente, pegou a mão de Vanessa e beijou-a.
- Encantado... Vanessa retribuiu-lhe com um sorriso educado e soltou a mão. Zac fez apenas um aceno com a cabeça. O ambiente tornara-se sufocante e na primeira oportunidade ela pediu licença e foi ao toalete. Quando saiu, cinco minutos mais tarde, percebeu que Lily a esperava.
- Então você está aí. Zac sentiu sua falta.
- É mesmo?
- Ainda não descobri qual é o seu charme, mas deve ser algo irresistível, para conseguir prender Zac.
- Talvez seja o sexo.
- Não seja convencida, minha querida - Lily disparou, gélida.
- Essa palavra não está em meu vocabulário. - Lily respirou fundo. - Por que não vai direto ao assunto?
- Austin está fascinado por você.
- Está me oferecendo Austin em troca de Zac? - Espantou-se, sem acreditar no que ouvia.
- Austin é famoso e milionário.
- E enquanto houver dinheiro disponível... - Vanessa disse com desdém, e Lily sorriu.
- Vejo que nos entendemos bem.
- Não, benzinho. Longe disso.
- Então não vai jogar?
- Não os jogos que você conhece. - Vanessa passou por Lily e voltou ao salão. Zac a viu entrar, e alguma coisa nela tocava seu coração. Sentiu uma pontada de desejo no baixo-ventre, e sua expressão ficou um tanto séria quando percebeu que Austin caminhou na direção dela. Ciúme? Não era uma emoção consciente, mas se dissipou quando Vanessa deu um leve sorriso a Austin e continuou seu caminho pelo salão.
- Gostaria de tomar mais um café? - Zac ofereceu quando ela se aproximou.
- Talvez algo mais forte - Vanessa esbravejou. Os lábios dele curvaram-se em um sorriso despretensioso.
- Deixe-me adivinhar... Lily trocou algumas palavrinhas com você.
- E não gostei nem um pouco.
- O leilão está quase acabando.
- E então poderemos ir embora?
- Sua pressa em ir embora me excita.
- É uma questão de escolha - insinuou, com cinismo. Zac deslizou a mão pelo pescoço dela e massageou-lhe os músculos tensos.
- Só mais dez minutos, pequena. Zac esperou entrarem no carro e saírem do estacionamento.
- Quer me contar o que aconteceu?
- O dinheiro tem sua próprias regras.
- Como assim?
- Bem, como posso explicar? Dois homens ricos e duas mulheres. Será que importa quem está com quem? Lily gosta de provocar, e eu não estava disposta a engolir. Vanessa fitou-o de soslaio e, ao perceber o esboço de um sorriso, completou, zangada:
- Não é engraçado. Se Zac risse, lhe daria um soco. Mas ele não o fez, e eles permaneceram calados pelo resto do caminho. Zac reparou no movimento de seus ombros quando Vanessa subiu quase correndo as escadas. Ela despiu-se em silêncio, tirou a maquiagem, escovou os dentes, pôs uma camiseta e, quando entrou no quarto, encontrou Zac já deitado. Recostado ao travesseiro, seu peito estava nu e o lençol cobria-o até a cintura. Vanessa foi até a cama e deitou-se costas para ele. Instantes depois, Zac apagou a luz, e o aposento ficou imerso na escuridão. Vanessa permaneceu quieta, controlando a respiração ao contar o tempo. Dois, três, quatro... Dez, onze, doze. Vinte. Droga! Por que sua imaginação fervilhava, concentrando-se no homem junto a si? "Admita, garota: você o deseja. Precisa do toque de suas mãos e de sua boca a explorar-lhe o corpo." Imagens sensuais povoaram sua mente, e Vanessa virou-se devagar estendendo a perna. Talvez se escorregasse um pouco a mão...
- Você já vai dormir?
Vanessa congelou quando sentiu Zac puxa-la para cima dele. Ele trouxe o rosto dela para mais perto e beijou-a com intensidade, enquanto lhe acariciava as nádegas. Com um gesto ágil, ergueu-a e ouviu-a gemer ao acomoda-la sobre seu corpo, e embalou-a com delicadeza para a frente e para trás até que ambos se movessem em um mesmo ritmo. Deus do céu! Cada noite de amor era melhor do que a anterior. Zac fez com invertessem as posições, e Vanessa vibrou como nunca quando ele deslizou a língua por seu ponto mais delicado e deu um pequeno grito de incomensurável prazer. As sensações percorreram-na por completo, e suas mãos correram inquietas pelas costas de Zac, até que Vanessa puxou-lhe a cabeça de encontro a sua e beijou-o com uma ânsia que a fazia perder a noção de tempo e lugar, nada restando além da paixão. Um longo período se passou até que ambos repousassem os corpos cansados lado a lado, trocando leves carícias até mergulharem em um sono profundo. Fazia uma semana que Greg fora transferido para um quarto particular, e quando Vanessa perguntou o motivo a resposta foi clara: ordens do Senhor Efron.
- Não prefere que seu pai morra com dignidade na privacidade de seu próprio quarto? - Zac retrucou quando ela exigiu uma explicação.
- Sim, mas... Zac tomou-lhe o rosto entre as mãos e a fez calar-se.
- Não há "mas", pequena. Eu cuidarei de tudo. Mais um favor que devia a ele. Fizera também uma lista de roupas que Zac insistiu que comprasse. Quando o deixasse, tinha a intenção de devolver-lhe tudo o que não pudesse pagar. Era uma questão de orgulho. As visitas ao hospital tornavam-se cada vez mais difíceis, e Greg parecia mais e mais debilitado. Partiu-lhe o coração quando, em uma segunda-feira, foi a seus aposentos e encontrou-o inconsciente e respirando com o auxilio de aparelhos. Vanessa não queria deixa-lo assim. Chamou a enfermeira chefe, fez algumas perguntas, saiu dali e ligou para Zac. Após alguns segundos, a voz dele fez-se ouvir em meio a uma série de ruídos ao fundo.
- Problemas? Vanessa interrompera uma reunião e desculpou-se.
- É meu pai. - Não precisava dizer mais.
- Gostaria de ficar um pouco mais? Zac deu uma olhada no relógio, e fez alguns ajustes em sua agenda. - Mantenha contato.
- Sim. - Ela desligou, e permaneceu pensativa, encarando o papel de parede. Sabia que mais cedo ou mais tarde isso aconteceria, mas nada se comparava ao momento em que seu pai fosse de fato deixar este mundo. Devagar, voltou para o quarto e permaneceu sentada segurando a mão dele. Foi assim que Zac a encontrou uma hora mais tarde. Trouxe o jantar e permaneceu ao lado de Vanessa até um pouco antes da meia-noite, quando Greg enfim partiu. Zac conduziu-a para fora do quarto, e abraçou-a com força. Vanessa não conseguia chorar, havia apenas um torpor que a consumia. Após alguns minutos, se afastou um pouco.
- Eu estou bem, Zac. Vanessa não estava nada bem, lógico. Tinha o rosto pálido, o olhar triste, e Zac faria qualquer coisa para amenizar-lhe o sofrimento. Ele cuidou das formalidades, levou-a para casa, preparou a banheira, apanhou uma garrafa de vinho e duas taças, despiu-a, e em seguida a si mesmo, e entraram na banheira.
- Quer conversar? - Zac indagou, com carinho, afagando-lhe os cabelos com os lábios, e ela fez que não, grata pela consolo que ele lhe oferecia. Mais tarde, Vanessa não protestou quando deitaram-se na cama e ele a puxou de encontro ao peito. As semanas seguintes foram tomadas por uma atmosfera irreal e Vanessa mergulhou no trabalho. Passava muito tempo na cozinha preparando receitas elaboradas, e Zac percebia como tornara-se pálida, e ela perdia peso. Naquela tarde, fez algumas ligações, cancelou alguns compromissos e voltou para a mansão. Vanessa olhou-o, surpresa.
- Você chegou cedo... Pareceu-lhe frágil, e Zac pôs as mãos nos bolsos da calça,: contendo a vontade de toma-la nos braços.
- Vamos viajar para a Costa do Ouro no final de semana.
- Está brincando, não é?
- Não. Precisamos estar no aeroporto em uma hora.
- Não podemos simplesmente largar tudo e ir embora, Zac...
- Podemos, sim. - Caminhou até a escada.
- Você faz sua mala ou eu faço?
- Por quê?
- Precisa de algum motivo?
- Claro que sim! - Ela o seguiu, a raiva crescendo a cada passo. Com aquilo ele sabia lidar, pois Vanessa costumava perder a paciência com facilidade em grandes explosões, após a morte do pai. No quarto, em cima da cama, havia duas malas, uma cheia e outra vazia.
- Não quero ir a nenhum lugar.
- Brigar não resolverá nada. Vanessa lançou-lhe um olhar irado.
- Acho que não gosto muito de você. Zac foi até o closet e apanhou mais algumas roupas.
- Você tem o pavio curto, pequena. Odeie-me o quanto quiser. Vanessa o observava, incrédula, depositar as roupas no leito junto com algumas peças de lingerie.
- O que pensa que está fazendo, Zac?
- Nós vamos sair em dez minutos. Ela foi, apressada, até o closet e tomou-lhe a frente.
- Mas que droga, eu faço isso! Minutos mais tarde, já havia recolocado nos cabides as peças que ele escolhera e fez uma seleção de seu agrado.
- Você ajudaria se me dissesse se esta é uma viagem de negócios ou diversão.
- É para relaxarmos - Zac comunicou, indolente. Após alguns movimentos hábeis, Vanessa terminou da arrumar sua bagagem.
- É o homem mais teimoso que eu tive o desprazer de conhecer, sabia?
- Desprazer, Vanessa ? - ele repetiu com uma suavidade que fez a raiva desaparecer de seu semblante.
- Não é bem assim...
- Gracias. - Zac observava-a colocar estojos de maquiagem e cremes na bolsa. Chegaram ao aeroporto com alguns minutos de antecedência e viajaram um pouco mais de uma hora até Coolangatta. Zac alugou um carro, e a noite já caíra quando percorriam os trinta quilômetros que os levariam para a costa norte. Prédios altos iluminavam a baía, e Zac dirigiu até a praia principal, onde se hospedaram no Sheraton Mirage Resort, um belo edifício construído à beira-mar.







Bom meninas tá ai o capítulo mil desculpas pela demora,
Eu chego cansada do serviço ai nem dá para postar,mas prometo que vou tentar postar mais ok
Obrigada pelos comentários,é isso que me anima a vir aqui postar mesmo estando cansada hehe
até qualquer hora my girls
xoxo ♥♥♥